Wednesday, January 9, 2008

Febre amarela reaparece no país em área urbana

Assustada com os óbitos por febre amarela, que não ocorriam em cidades brasileiras desde 1942, a população ainda teme o risco de uma epidemia da doença no país. Todavia, de acordo com o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gérson Penna, os recentes casos de febre amarela em macacos não significam risco para a população.

Nas últimas semanas, outros casos suspeitos da doença surgiram no país. No fim de dezembro, dois macacos apareceram mortos dentro do Parque Nacional de Brasília.

Um exame preliminar afastou a hipótese de febre amarela, mas as autoridades ainda não sabem o que causou a morte dos animais.

Segundo o Ministério da Saúde, no ano passado cinco pessoas morreram no país vítimas de febre amarela. A maior incidência do vírus ocorre nas regiões Norte e Centro-Oeste e ainda nos estados do Maranhão e de Minas Gerais.

Mas o governo assegura que a doença está sob controle nas áreas rurais e totalmente erradicada nas zonas urbanas.

Todos esses casos são pessoas que entraram na mata, em regiões de floresta, que não estavam vacinadas e contraíram o vírus da febre amarela”, disse Geovanini Coelho, da Secretaria de Vigilância da Saúde do Ministério da Saúde.

Desde que a Fundação Oswaldo Cruz começou a fabricar a vacina, que tem a validade de 10 anos, mais de 100 milhões de brasileiros já foram imunizados.

O Ministério da Saúde deslocou para o Centro-Oeste cerca de 300 mil doses da vacina contra a febre amarela, vindas de Minas Gerais, Amazonas e Paraná. Com a vacinação, a pessoa fica imune ao vírus por 10 anos. Todos que vão viajar para regiões endêmicas de febre amarela, principalmente quem vai trabalhar ou fazer turismo na mata, deve se vacinar com 10 dias de antecedência.

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